Na sombra fria da noite,
A morte vem, serena e calma,
Liberta a alma do açoite,
E a conduz à eterna palma.
Não é fim, mas renascimento,
Um voo livre, sem prisão,
Abandona o sofrimento,
E encontra a paz na imensidão.
O corpo jaz, mas a essência,
Voa leve, sem temor,
Na morte há a transcendência,
Um abraço eterno de amor.
Libertação, doce partida,
Fim da dor, da solidão,
A morte é a nova vida,
Um despertar, uma ascensão.