Apegaua

E eu pensando que vocĂȘ e minha mulher.

Esse seu olhar que me conduz.

Transformando vontade em convicção.

Esses seus cabelos que me inflamam.

Mascas de um drama que me leva a emoção.

E vou.

Feito um vulto fantasmagórico perambulando pelas esquinas.

Que fizeste comigo?

Rodo rodo e não encontro mais minha paz.

Flutuas a todo instante em meus pensamentos.

Levando me a todo momento a vos lhe espiar.

E sigo por suas mãos que me afaga.

Inebriado pelo perfume incontido.

Que me abraça se roça murmurando para vos preencher.

Vos beijo com tanta delicadeza como que se um gole do melhor vinho preso a garganta.

Ou seja língua por cima de língua a se enroscarem.

Meu corpo e que cede, pois meu eu rejeita a ideia.

Mas já nem domina a vontade de negar.

E mais forte que a razão esse seu gostoso corpo nu invadindo minha visão.

A ditar suas necessidades.

Obrigando todo meu concordar.

Que se passa comigo?

Você e apenas uma mulher.

Pois e o que murmuro na teoria.

Pois na pratica deixo me levar de corpo e alma.

Já não dominando esse corpo em desalinho que jaz na horizontal.

Tudo que você faz me leva ao delírio.

Perco me em suas curvas sedutoras.

Sou e estou sedento dos seus carinhos.

Faças comigo o que quiseres.

Na cama onde quiseres.

Apenas vos peço.

Não deixe de ser minha mulher...

APEGAUA.