Marcelo Veloso

ACORDE OU ACORDO

O fazer ou não fazer,

é um arbítrio ao dever,

de saber o que se produz.

A maneira de como se portar,

não é nada fácil de notar,

como é o levar ao que se conduz.

 

Entre a decisão e o querer,

pode surgir um comprometer,

para o resultado da ação.

O aceitar, sempre calado,

deixa no ar, um sentir de desagrado,

que  pode tirar toda conformação.

 

Aí, o compromisso cede e verga,

e, então, não mais se enxerga,

o cuidado em fazer bem feito.

A pendenga logo ganha vez,

causando um grau de insensatez,

como se nada tivesse mais jeito.

 

Se a regularidade é uma exigência,

de fazer a tarefa com decência,

a missão vira quase um sufoco.

Então, numa cobrança seca e voraz,

faz-se um comparativo ambíguo e sagaz,

como se exigisse, deveras, o troco.

 

Se a conversa não acontece,

o desajuste logo aparece,

e poe fim a toda boa relação.

O silencio conspira a favor,

e o olhar se faz de vacilo e pavor,

acabando com qualquer consideração.

 

Mas, antes que o pior aconteça ,

e, por mais que isso te aborreça,

pense, opine e chegue a um consenso.

Num acordo, pode não se ter a melhor resposta,

mas, nunca deixe uma fratura exposta,

sempre haverá tempo pro bom senso.