#A Interseção dos Dias
Claudio Gia, Macau RN, 16/06/2026
No centro deste junho que se ting e de vermelho, Onde o sol do trópico é um olho que não dorme, Ergue-se um grito, ainda, de um menino de Soweto: A criança é a raiz, o futuro é sua forma.
Caminha a tartaruga em seu ciclo profundo, Marinha ancestral, no sal do tempo imersa, E o sangue que se doa, neste mês que fecunda, É o rio que percorre a veia do universo.
Dinheiro que viaja, ponte sobre o abismo, Sustenta o lar que fica, na ausência que se dobra. E o santo, em sua fé, reflete o mesmo crisma: O dom que se partilha é a vida que se obra.
Oh, data de intersecção, de todas as memórias! Onde a luta, a doação, o mar e o pão se encontram. Neste instante, a história tece as suas glórias, E as sementes que plantamos, amanhã, desabrocham.