João Vitor

Perdido

 

no acelerar das batidas em meu peito

repousam medo e dor

ao tingir em um quadro imagens,

confusas soam

 

como que um patinho nadando só,

no céu estrelado de uma galáxia ora tão distante

mas que, se te aproximas um pouco

a tens ao alcance

 

doces patadas recebi

como posso então sentir a frustração de não mais tê-la em minhas mãos?

oh, doce donzela que me escapas

 

onde mais poderia encontrar olhar como o teu?

que me perfura fundo o peito

que tira, do chão, meus pés

ou então onde posso encontrar palavras tão tenras e dilacerantes como as tuas?

que me cortam fundo a alma

e me lançam na aparente infinita escuridão

como um novo mar inexplorado

do qual não posso fugir