Versos Discretos

Soneto para teus Seios - Vol. I

Se todos os relevos da terra em desatino
Se abrissem sob o olhar que a carne quer,
Em vasto e percorrido, infindo entardecer,
Ainda assim, seriam sombra ante o teu destino.

Pois só nos teus, encontro o dom divino,
Onde a volúpia canta, em pleno florescer;
São taças de um néctar que me faz perder,
Na arquitetura exata de um corpo fino.

Como anseio os teus seios na boca, em brasa,
Sentir a pele úmida, o bico que se eleva,
Nesse paladar que a alma toda arrasa.

A língua, em sua trilha que me leva,
À excitação que o próprio amor abraça,
Nessa entrega total que a sede ceva.