sentado em frente ao rio,
vendo-o dançar em par com o sereno,
faz-me lembrar de ti
há nele um falso silêncio;
se te inclinares à beira da foz,
escutarás uma melodia frágil,
suave como a tua voz,
como as canções que vivem em ti
e eu sou como aquele pato de asas escuras,
repousando sobre as tuas águas,
terrivelmente pequeno
à sombra da imensidão que és
e o rio permanece ali,
tremendo ao encontro da maré,
como eu diante de ti:
sem coragem de avançar
e incapaz de partir