INTENSIDADE
Intensidade é meu sobrenome, meu apelido e até amigo.
Pouco, não sei ser; transbordar é o que meu peito mais sabe fazer.
Eu não sei dançar devagar, não sei ir devagar.
Eu sou muito, até para mim.
Amo demais, odeio demais.
Tudo meu é assim, sabe? Exagerado.
Um defeito? Intensidade.
Ele é meu maior defeito e inimigo.
Procuro sentir pouco e, até nisso, falho.
Equilíbrio em mim falta.
Na procura de sentir pouco, acerto em sentir nada.
Na busca de pouco sentir, novamente, sinto até demais.
O equilíbrio, o não sentir demais, é algo que meu coração nem sequer sabe o que é.
Coração maldito, teimoso...
Ele sabe que é exagerado e jura, de pé junto, que não há nada de errado.