Rodrigo Melo

O QUE HÁ DE BELO

Em meio à beleza,

a algo de grande impacto,

quero as pupilas dos meus olhos saciar,

para, ao coração que bate no peito, 

poetizar.

 

Não deixarei passar nada

daquilo que encanta minh’alma.

 

Diante das belas paisagens,

farei questão de parar

e, extasiado, contemplar.

 

Diante de um belo texto,

nenhum pretexto

me fará deixar de lê-lo.

 

Quero degustar e ruminar,

aproveitar e vivenciar

tudo o que há de verdadeiro,

tudo o que há de belo,

tudo o que há de esplêndido,

tudo o que há de honesto.

 

Meu corpo e minha mente nutrirei;

com o que há de mais sadio e digno, 

os saciarei.

 

E seja sempre a gratidão

o som do meu coração.