Sinto que estou me perdendo em meio a escuridão
Mesmo que veja a luz, de alcançá-la não tenho condição
É como se corresse e corresse e corresse em sua direção
Mas quando percebo, já me tomou a desorientação
Então, tento achá-la novamente
Eu olho e olho e imploro pela luz
Até que me aparece à frente
Num desespero anestesiado, sigo feliz na direção que reluz
Mas infelizmente, eu me perco novamente
E às vezes, em minha procura não muito constante
Perdida, acabo em um lamaceiro
Aqui é gelado, pegajoso e difícil me mover
Mas por causa da luz que às vezes vejo
Não afundo a morrer
Surpreendentemente não chegou a cair
Apesar do sono constante, e mesmo ao dormir
Ao menos a lama não passa do joelho
Minhas pernas estão pesadas, eu estou cansada
Um pouco dolorida, um pouco dormente e um pouco desesperada
Mas permaneço tentando
Graças a luz que ainda me aquece
Porém, sei que se ela desistir de mim
Inevitável,... será o meu fim
O que mais desejo é conseguir
Sair da escuridão e nunca mais cair
Amar a luz como se deve
E nunca mais me perder no breu que me anestesia mas me entristece
Acontece que o único que permanece forte, é o desejo
Desejo, almejo, anspiro, quero e quero tanto que dói
Mas é só isso
Às vezes me pergunto, de que me serve tanta vontade
Se não me acorda, se não me faz agir a necessidade