Júnior Solon

Rhaiara: O meu grande amor.

Rhaiara,

teu nome chega manso
como vento leve no fim da tarde,
mas deixa no coração
a força das coisas que nunca passam.

Há algo em você
que transforma dias comuns
em lembranças bonitas.
Algo raro, impossível de explicar,
como o brilho da lua refletido no mar
ou o silêncio bom de quem encontrou paz.

Quando você sorri,
o mundo parece esquecer a pressa.
As horas ficam mais leves,
os pensamentos se acalmam,
e até os medos perdem a coragem
de permanecer.

Você tem essa beleza
que não mora apenas no olhar,
mas no jeito de existir,
na forma delicada como fala,
como cuida,
como faz carinho até nas palavras.

Rhaiara,
há pessoas que encantam por um momento,
mas você permanece.
Permanece nos detalhes,
nas memórias simples,
na saudade que aparece mesmo depois de poucos minutos distante.

Teu abraço parece casa.
Teu olhar parece abrigo.
E tua presença tem o dom
de iluminar partes minhas
que nem eu sabia que estavam apagadas.

Às vezes penso
que o amor deve nascer assim:
devagar, silencioso,
até tomar todo o espaço do peito
sem pedir licença.

Porque amar você
não é apenas admirar tua beleza,
é admirar tua alma.
É perceber a força escondida
por trás da tua doçura,
e a ternura escondida
na tua força.

Você é poesia
dessas que não precisam rimar
para serem eternas.

E se algum dia
as estrelas deixarem o céu,
se o mar esquecer as ondas
ou o tempo parar de correr,
ainda assim existirá beleza no mundo,
porque você existe nele.

Rhaiara,
há nomes que apenas se pronunciam.
O teu se sente.

E entre todas as certezas
que a vida ainda pode me dar,
uma já floresceu dentro de mim:
te encontrar foi uma das coisas mais bonitas
que o destino escreveu.

E se um dia me perguntarem

O que faz o amor valer a pena,

Não precisarei responder muito–

Bastará dizer:Rhaiara.

Porque teu nome, sozinho,

Já parece poesia.