No princípio havia um universo
Recheado de constelações
Inúmeras com um sol e seus planetas
E eu estava munido de um sol
Esse sol irradiava-me e aquecia-me
Como uma luz fascinante e voraz
Um sinal de um norte sideral
Existente e ideal como no mundo de Platão
Há princípios que possuem um final
E esse sol as poucos se apagou
Era pequena demais para ser supernova
Grande o suficiente para uma anã-branca virar
E então, o brilho irradiante esfaleceu
E em seu lugar, emergiu uma luz fria
Arrancaram-me de sua orbita gravitacional
Outrora luz, agora trevas perpétuas
Maldita as leis que regem os corpos siderais
Maldita as forças que arrancaram o meu sol
Malditas trevas que ousam serem perpétuas
E bendito o sonho de ver o sol voltar a brilhar