Hoje não pude deixar de pensar em você
Sua voz ressoa em minha mente
Mesmo que eu tampe os ouvidos
Fico surdo de saudades
Saudade petulante de algo tão bom
Algo gnóstico, esplêndido e...
Dolorido...
Mas qual a razão do amor se não ensinar?
Amor é lição, não é fácil
Como descobri? Da pior forma
Amar á moda antiga dói
Ainda mais no mundo do amor moderno.
Tu foi minha salvação
Hoje me deixou em ruínas
Mas a culpa não é sua
Fui eu o tal catirfece
Você só fez aquilo que devia
E que seria melhor a você.
Porém, se fosse eu...
Eu insistiria no seu ficar
E tentaria te ajudar
As vezes o silêncio é pedido de socorro
E a respiração funda, pode ser dor
Ofegante me sentia ao pensar no futuro
Mas a obrigação de lidar não se dava a você
Peço perdão por ter sido aquilo que fui
Ainda te amo, e como forma de contato
Lhe escrevi tal poema
Não busco colocar rimas
Pois nem tudo é fonética
Você foi minha pleroma
E eu seu fiel amante
Peço perdão por te fazer chorar
E por ter chorado em seu colo
Ainda te amo, mas não quero te machucar
Deixar ir para poupar é meu último ato
Mas não nego que penso em você sempre
Ainda durmo com sua capa de chuva
Ainda releio nossas mensagens
Ainda relevo suas mentiras
Ainda te vejo como minha Deusa
Ainda te amo , ainda te amo, ainda te amo...
E isso me tortura, pois você é perfeita
Pelo menos aos meus olhos
Seus defeitos são perfeitos
Pelo menos aos meus olhos
E eu sou imperfeito
Pelo menos aos seus olhos
E também aos meus
Quando você me disse que eu era seu mundo
Seu Deus
Eu sempre soube que fui demiurgo...
Me sinto Sísifo, carrego meus erros
Mas já não aguento o peso
Eu só queria ter seu colo...
Uma última vez...
Seu abraço...
Uma última vez...
Seu beijo...
Uma última vez...
Tem dias que tudo que preciso
É de um fone
E seu áudio me falando como foi pintar seu cabelo
Uma pipoca
É uma televisão com sofá para nós
Uma conchinha
É um cobertor bem quentinho
Esses dias são sempre
Eu preciso de você
E não quero mais ninguém
Eu te amo... Me desculpa por isso