(Lucien Vieira)
Veja,
há um espaço — em nós,
no laço que oferecemos
ao amor.
Porque
o meu amor em ti é meu,
e o teu amor em mim é teu.
Por isso,
se quiseres, segue;
mas o amor que é meu, entregue.
Logo,
se eu for, irei só, comigo,
e te deixarei, tu, só, contigo
Mas,
por amar demais a nós,
é que te deixo confortável, a sós.
Amor,
Permite-me
sempre a lucidez de diferençar
a singeleza de um laço
do modo rude do nó.
Ao meu amor
é desejo tão somente amar.