A morte é o fim de um sonho, de um projeto
É o descanso eterno de um corpo sofrido
É sucumbir na dimensão desconhecida de um novo trajeto
Ao encontro nostálgico de um ente querido
A morte é o encontro com o nada, com o vazio
É vagar pela imensidão do infinito, sem volta, sem destino
É a certeza da vida, que passa como a rapidez de um assobio
Restam lembranças que se esvaem como o badalar de um sino
Fui como uma árvore que não gerou frutos
Fui apenas uma sombra na ilusão da vida
Agora, seres anaeróbicos estão a me devorar em minutos
Nada além de momentos insignificantes
De amores platônicos, de paixões descabidas
Sem fazer história e com a alma vacante