Hébron

Poema do alívio

...

Transpiro meus valores e defeitos
Na atmosfera astral daquilo que sou
Escudo-me desse tempo rarefeito
Esquivando-me de tantos rejeitos

 

Mas escuto a realidade da tua alma 
Reclusada e triste no próprio seio
Indignada na irrealidade que assalta
Na desprezível banalidade que deturpa

 

E nesse tempo imperativo e sem culpa
A poesia é a tábua que salva, o suspiro
Nesse poema fulgaz, alívio que inspiro
Em breves versos que não mais receio