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Transpiro meus valores e defeitos
Na atmosfera astral daquilo que sou
Escudo-me desse tempo rarefeito
Esquivando-me de tantos rejeitos
Mas escuto a realidade da tua alma
Reclusada e triste no próprio seio
Indignada na irrealidade que assalta
Na desprezível banalidade que deturpa
E nesse tempo imperativo e sem culpa
A poesia é a tábua que salva, o suspiro
Nesse poema fulgaz, alívio que inspiro
Em breves versos que não mais receio
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