Ser capaz de me expressar,
poder arrancar quem sou
e reconstruir-me de novo.
Eu amo escrever,
sentar e encontrar a palavra certa,
a tinta que me cobre a mão,
o papel borrado do carvão,
escrever, apagar e sentir.
Fazer do papel um espelho,
traçar o que nos marca aos dois,
dar corpo ao que penso.
Isto é desenhar.
Refugio-me na minha guitarra,
quando os meus lábios estão selados,
quando os meus olhos estão fechados.
Cada acorde, cada corda,
vibra o meu ser.
No fim, ao pousar a caneta,
fechar o caderno e encostar a guitarra,
já não sei onde acabo eu
e onde começa o que eu criei.