DESMEDIDAS
Nem endecassílabos
Nem Alexandrinos
Parnasiano jamais!
Nem a métrica
Nem a estética
Nem a escritura patética.
Que não me venha a censura
Nem os parnasos e sua ética
E seus rígidos protocolos.
Ante a sílaba poética
Que se planta no solo dos metidos
Vou pela infração dos dolos
E não me importa as desmedidas
Porque a grama
não é mais forte que os solos.