Carlos Lucena

DESMEDIDAS

DESMEDIDAS

Nem endecassílabos
Nem Alexandrinos
Parnasiano jamais!
Nem a métrica 
Nem a estética 
Nem a escritura patética.
Que não me venha a censura
Nem os parnasos e sua ética 
E seus rígidos protocolos.
Ante a sílaba poética 
Que se planta no solo dos metidos
Vou pela infração dos dolos
E não me importa as desmedidas 
Porque a grama 
não é mais forte que os solos.