Num pomposo andor
acima de si amor
Num velejar aveludado
almeja de si paz!
Um Despertador gritante
a madrugada des’apazigua
Num meio recorrente
aventura entre serpentes
Destoando vozes
alumiando escuridão
Num desenterrar de sertões
ávidos em mananciais
Num desacreditar eterno
alvejados pelo inimigo
Num desencarnar da libido
a fossilização dos amigos
A lua brilhava
como em noites comuns
viam-se estrelas
e
o horizonte tinha voz