Luiza Castro
Todos os domingos
O domingo apagou lentamente,
como as luzes do meu quarto.
Eu deitei e acordei na segunda;
o dia nem começou, mas já estou farto.
E eu sigo presa no loop infinito,
que me assombra como um fantasma.
De segunda a sexta, eu minto,
pois mentir me exorcizava.