Minha musa é a princesa de meus castelos,
É a donzela disputada em mil duelos
Travados por exímios e nobres guerreiros,
Cuja espada e armadura os tornam cavaleiros.
É o que mantém a força motriz de meus alvéolos,
É o RNA sintetizado em meus nucléolos,
São os códons que formam seus olhos belos,
Que me mostram caminhos em segmentos paralelos.
É o circuito elétrico de meus axônios,
Que a eterniza em meus neurônios.
É a frequência que sintoniza meus batimentos,
É a causa primeira de todo movimento.
É a verdade oculta além da vida terrena,
Que não se sabe se existe de forma plena,
Mas cuja crença meus anseios sustenta
E minha existência contingente complementa.
É uma dimensão simbólica e onírica,
Que existe apenas em meus sonhos,
E que não requer comprovação empírica,
Mas que permeia os versos que componho.