Vontade vitupéria da carniça
És, por todos, o mais sórdido intento
Teu sangue ferve no desejo atento -
O alimento da tua feroz cobiça!
Tu adentras os portais d\'um alto convento
Para fingir seguir-lhe em nobre lida...
Tu mascaraste toda a tua vida
Tentando esconder teu rosto sangrento!
Teu beijo é a seiva do Proibido Fruto:
Tão belo! - Mas feito do pior rebento;
Carícias d\'um prazer sem alma ou norte...
E o Espectro que te anima vive em Luto
A lamentar, momento após momento
O gosto amargo de sua própria morte!