Arlindo Nogueira

MENINO DE OUTRORA

Desde o tempo de nascimento

Figura numérica de dez anos

Sentindo os anos passando

Tal qual trem de monta

Nas lindas idas de viagem

Pelos caminhos dos trilhos

A estação do ano

Levando na mala os sonhos

Com muita coragem e bravura

 

Lembro a mamãe eo papai

Num cais distante acenando

Ondas nos olhos, inchaço

Flutuando os mares da vida

Boas expectativas e bons jogos

No fugidio tempo que anda

O menino tem dez anos de idade.

Na curva da vida sem destino

Para pular de apostar em uma corrida

 

O complexo cresceu deu frutos

Tronco bonito com raízes fortes.

Não critique pessoas felizes.

Sente o vigor do galho seu

Existe magia, mistérios de Deus.

O contexto dá vida à experiência vivida.

Cada vestígio marca a história.

No missivo vivo da ser

O convencional de outrora sou eu