Diógenes Fabricius

O que quero

Tento me satisfazer 

Com amigos, dinheiro, copos

Mas é uma embriaguez torturante

E tudo escapa pelos buracos

 

A realidade é nauseante

Com afazeres mecânicos

Onde encantos se escondem 

Mas eu nunca os encontro

 

Fujo para o escuro 

Procuro os escapes

O consolo das telas 

Me toco enquanto penso em um abraço 

 

O amor se tornou doença 

Os remédios só me abusam

Os livros são de mentira 

Um novo dia é uma velha esperança 

 

Eu queria tudo 

Mas o que quero não tem nome

Um abraço, um descanso, um pulsar 

Parece que nada pode me salvar.