A vida carrega um passo a trilhar
Nas veias viro, um forasteiro a caminhar
Minha fisionomia, leva um legado do sol
E nada mais me anima o futebol
Percebi a contagem das cartas
Diminuindo a nada
A cada chuva no verão
Cantei com passarinhos nas estradas
Mas ninguém ouviu minha parada
Ao precisar de um caminhão
Cada centavo a perder, não se foi em vão
Nos meus sonhos mais puros, jurando às almas
Eu nunca soltaria a sua mão
Minha batalha foi no horizonte a invenção
De uma mente vencida
pelos cacos no chão
Meus pequenos pés em águas uma unção
Mas uma dor envelhecida
Se tornou um pedaço no chão