Lancei meu barco a vela sobre as águas de um rio,
ansiando o sopro do vento que muda o destino.
Não houve sopro, não houve vento,
sem movimento, ali fiquei.
Ancorei-me nas águas do rio que eu mesmo criei.
Veio a noite, o frio, e o silêncio profundo,
me vi despido diante do mundo,
o medo tomou conta a cada segundo.
Talvez na madrugada, sobre as águas geladas,
o vento sopre e me leve desse lugar,
para onde eu possa me vestir, e amar...
somente amar.
HÉLIO PADUAN
09/06/2008