Em minha miséria
Refugiei-me no vazio lunar
Buscando a resposta
Que caiu em oblívio, em minha superfície
E lá estava sua silhueta
Saltitando sobre as nuvens
Onde a lua protagonizava
O amanhecer de um mundo alado
Entre as ondas do oceano branco
Você dançava
Você e o vento
Sob a mesma sintonia
sob a verdadeira face dos céus
Frente ao abismo que te engolia
Enquanto, de longe, eu assistia
As trevas olhando para ti
Enquanto você sorria
E Tudo o que me atingia
Era feito o dourado mel
pingando do favo terroso
O fulvo mar que divide os homens
Que afoga as cavidades do meu coração
Numa emoção estridente
Algo como o desejo
Algo que arde
A cega ganância
De te querer além da carne.