Às vezes entro numa escuridão
e, por dentro, fecho a porta.
Sem dar alguma ocasião
aos que tentam prestar ajuda.
Pelas fendas da fechadura
o sol está a reluzir!
\"Ainda tens tempo!
O chronos ainda está a sorrir.\"
Me acalmo, respiro e reflito.
Para a esperança me abro.
Meu coração purifico.
Trêmulo, pego na chave.
Receoso, a porta, abro.
O sol me envolve com toda ternura.
De coração transformado
saio, enfim, para uma vida nova e pura.
Não se instale em mim o Inferno,
vivo o Purgatório se preciso for,
sei que só o Paraíso vivendo
meu ser é pleno.