ondavida amar
Talvez
Sigo por aí.
Vou... para onde, não sei;
de onde, também não.
Acredito no talvez:
no orvalho da madrugada e da noite,
no gato que dorme,
na borboleta indecisa,
nos campos de girassóis.
Hoje prometo voltar,
chegar com o vento
por entre searas de trigo,
afagar-te o ventre,
sentir o colo.
Quero desnascer,
recolher-me:
na luz da aurora,
no pôr do sol,
no mar prateado...