Sara Stefanie

“Não há riqueza capaz de compensar uma identidade perdida.”

 

Ah, mulheres, como vos perdeis!

 

Como pode uma alma abandonar a si mesma em troca de conforto? Como pode trocar a própria essência pela promessa de uma vida fácil?

 

Onde está tua personalidade? Onde está tua voz? Onde estão os sonhos que outrora habitavam teu espírito?

 

Vejo-vos celebrando riquezas que não construístes, orgulhando-vos de castelos erguidos por mãos alheias. E pergunto: de que exatamente vos orgulhais?

 

Ah, criatura, não percebes? O dinheiro não é teu. O nome não é teu. O poder não é teu. Teu é apenas aquilo que construíste dentro de ti.

 

Como pode uma alma tão vasta contentar-se

em viver à sombra?

 

Que tristeza é ver a ambição tornar-se tão pequena.

Antes desejáveis o mundo; agora desejais apenas

alguém que o entregue pronto.

 

E quando o amor partir? Quando a fortuna mudar de mãos?

Quando o encanto inevitavelmente encontrar o tempo?

 

O que permanecerá?

 

Ah, se conhecêsseis a força que habita em vós! Essa força inquieta que cria, constrói, aprende, conquista e transforma.

 

Talvez então compreendêsseis que a verdadeira riqueza nunca esteve em encontrar alguém rico, mas em tornar-se alguém cuja existência possui valor por si mesma, acredite em ti! você consegue o mundo também!

 

 

Pois no fim, quando tudo o que é externo se desfizer, restará apenas uma pergunta:

 

Quem vos tornastes enquanto passáveis a vida tentando pertencer a alguém?