Sabe que estou dizendo a verdade, sempre fui transparente
Embora, esteja com a minha máscara, mas estou cansado
Posso te dar a lua, te colocar num foguete e entrar em órbita
Mas, não consigo tirar esse vazio que ela deixou em mim
Nesse tiroteio, eu venci e levei a arma do perdedor
Mas você não veio junto, você tem medo de mim?
Medo do que posso ser? Do que tenho guardado dentro de mim?
Não quero que se afaste de mim, por isso deixei o seu espaço
Debaixo do terno, da camisa polo, da máscara, dos sapatos estilo Polo
Tem alguém muito solitário, que pensa sempre em você
Incontáveis cicatrizes, anestesia, esparadrapo, sem guardanapo
Eu sou o único que pode, não me comparo com nenhum daqueles outros que falam com você
Minha gasolina acabando, sem combustível, sem vias e caminho estreito
E por você eu fui até o fim, mesmo que você nem lembre de mim
Luz azul e roxa, cor do seu cabelo, cor do seu aniversário
Branca como neve, transparente como vidro, inalcançável como a órbita
Mas, eu não vou voltar, dedo no gatilho e eu resolvi acabar
Não lembrava que era tão difícil deixar a máscara
Talvez, fosse melhor nunca ter colocado e nunca ter te conhecido...