Ao entardecer, os relógios de dali marcavam às 17:15 quando sua presença que sustentava a vitrola caiu.
A ausência.
Horas, dias, meses.
O tempo travou, o passo diminuiu, o disco vai desafinado. As agulhas cegas, arranham o vinil, arranham meu ser.
O ponteiro parou num instante em que sua ausência insiste em me atravessar. Quero vomitar sua presença que um dia já foi real, que hoje não passa de uma memória idealizada.
A ausência: um disco em branco em que apenas o ruído do enjoo consegue tocar.