estava feito nua e sentada
ostentando seus copiosos seios
róseos, rechonchudos e maternais
tinha um ventre lindo e translúcido
que revelava paredes uterinas azuis
expostas em desafio ao véu invernal
e um embrião maravilhado - naquele céu
donde se inferia oito nonos de gestação
ela tecia um trilho pacientemente longo
que se estendia dali para algum propósito
e de suas agulhas revestidas de cor e luz
entrelaçavam-se flores de toda sorte
num gesto perfumado de embebedar
Juro, eu não cheguei ali embriagado!
senão por meu rotineiro desjejum
com dois tragos de paz curtida
e um cálice da boca pequena
foi assim que encontrei Tiavera
e numa lacuna de versos, exclamei:
Então é assim todo ano?
– esse poema foi publicado em meu blog pessoal (https://antoniobocadelama.blogspot.com/) em 01/06/25 –