Descansa em meu ser o repouso calmo e soturno
de meus sonhos
minha alma solitária
que vislumbra solidão aguda
que sopra sobre o mar da tarde que se põe
solidão das marés que se movimentam rumo ao horizonte
horizonte que nunca cessa
é linha do eterno
continuidade de um vazio
que se devora
descansa minha alma feliz
que encarcerada em dor encontrou paz
a solidão foi cortada pelo canto do belo pássaro
que encontrou minha janela
no fim da tarde quente de abril
descansa minha alma em seus belos
e harmoniosos cantos