Sinvaldo de Souza Gino

Cerrado Goiano: Murici

Cerrado Goiano: Murici

No galho torto do cerrado,  
Onde o sol queima devagar,  
O muriri, encoroadado,  
Aprendeu a esperar.  

E quando a chuva fina desce,  
Lavando o pó do chão,  
O fruto amarelo cresce,  
E adoça a solidão.  

Tem gosto de infância antiga,  
Que o tempo não levou,  
Pois cada coroa amiga  
Na memória brotou.