Cerrado Goiano: Murici
No galho torto do cerrado,
Onde o sol queima devagar,
O muriri, encoroadado,
Aprendeu a esperar.
E quando a chuva fina desce,
Lavando o pó do chão,
O fruto amarelo cresce,
E adoça a solidão.
Tem gosto de infância antiga,
Que o tempo não levou,
Pois cada coroa amiga
Na memória brotou.