Homem maldito e pecaminoso, réu do juízo e escravo da lascívia,
equiparável és tu aos filhos das trevas e aos malditos que se deleitam em suas concupiscências.
Quanto tempo ainda caminharás sob as veredas da luxuriosa serpente,
e até quando deambularão teus passos pelo lúgubre vale da imoralidade?
Assim como é certa a aurora em que o Sol tornará a resplandecer,
tu sabes que o retorno do Altíssimo está mais próximo do que outrora julgavas.
E mesmo mediante tal convicção, continuas a aprofundar-te no profano;
e a embriagar-te do vinho da maldita meretriz que um dia ousara comparar-se ao Eterno.
Dentre tantas advertências, correções e conselhos,
agiste como uma folha seca que voa ao soar da brisa;
sem direção, sem rumo, sem destino;
tão somente caminha a esmo entre as nuances do pecado e do ego humano.
Tu sabes o caminho e tens conhecimento dos mandamentos,
não obstante, deixaste que tua devassidão e ímpeto carnal
sobrepujassem a lógica, a razão e a sensatez.
Neste crepúsculo que decai sobre todos os povos,
o Arquiteto do Universo te concedera uma alternativa de mudança;
decide, pois, antes que ultrapasses as fronteiras do retorno, o que irás seguir:
As iniquidades e anseios de teu desprezível coração,
ou a perfeita vontade do Supremo Autor de toda a criação.
Cada átomo de teu maldito ser transpira imundícia,
e cada partícula de tua fútil existência representa impureza;
Mas em tudo dai graças ao Celeste,
confessa teus pecados e rende-te à verdade.
Pois assim legou o Criador à posteridade:
\"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça\".
O Senhor é bom em todo o tempo
e em todo o tempo o Senhor é bom
Amém.