Diógenes Fabricius

Perceber é sutileza

O silêncio de ser amado,

Sem alarde,

Em uma simples refeição,

Em um abraço apertado.

 

A verdade do amor, 

Desabrocha quando te chamo para ver a flor.

Pare de exigir — eu estou bem aqui:

Um milhão de dias,

Sem contar as noites,

No sereno, 

nos sussuros que é o amar.

 

Veja o sútil do entardecer,

Ele é cheio de amor.

Tudo se dissolve: o sol, os dias, as nossas iniquidades.

Não se engane — é simples, é apenas isso:

O amor é o amor, O céu é o céu.