há sombra que não se mete no escuro da noite
e outras que se mostram mesmo longe da Lua
avião que não sobe precisa de mais cataventos
e mar difícil se derrete por barquinhos de papel
há desculpas perfumadas só pra cheiro de pum
e tanto amor num sopro quanto em Merthiolate
joelho é uma peça que se dobra pra ralar caçada
remela, maldade de mundo em olho de moleque
há tanta doçura no colo que o dente de leite cai
e tanta verdade criança que não cabe em adulto
meu arco-íris nunca padecerá de desbotamento
há meio tons, e tons e meio, como eu o avivei
– esse poema foi publicado em meu blog pessoal (https://antoniobocadelama.blogspot.com/) em 28/05/26 –