Desfez das suas presas
Aquelas mesmas, autoras
De palavras tão ácidas
Para assumir um palavreado
Íntimo, cortês
Porém delicado, vulnerável
Inacreditável e amável
Tirou a sua casca
Mordaça da alma
Cadeado e portão
De um corpo consumido
Por feridas que choram
Secretamente
Desnudou-se
De toda expressão
Que possa nos repelir
Abandonou a postura de resiliência
A qual achaste ser definitiva
Passando a assumir
A beleza da fraqueza
Do ruir, sucumbir, decair
E até mesmo do pedir
De uma mão que te impeça
De cair