A Festa das Formigas
No dia 22 de setembro a primavera chegou. Dona Lika, a formiga animada, resolveu:
- “Vou fazer uma festa e convidar todo mundo!” Ela chamou o senhor Lobera pra ajudar com os enfeites.
- “Onde vamos fazer a festa?”, perguntou Dona Lika.
- “Setembro chove.” Senhor Lobera pensou:
- “Melhor na parede norte da Escola Municipal Alice Coutinho. Se chover, a parede protege. O lado leste é perigoso porque passa muito aluno.”
- “Combinado!”, disse Dona Lika.
No dia da festa, o formigueiro inteiro estava feliz. Só não sabiam que a família do senhor Remela tinha voltado de viagem. Senhor Grilo Beto avisou:
- “Seu Remela, corre pra festa!
Todos foram convidados!” Cansado, senhor Remela pegou a família e foi pelo caminho mais curto, perto do córrego do Novo Mundo. Ao passar numa pinguela, o barranco caiu. Todos foram parar na teia da Dona Aranha Arabela. Por sorte, ela tinha saído.
Passou a formiga Lula, conhecida por fofocar e mentir.
Senhor Remela gritou:
- “Lula, nos ajuda! Estamos com medo da aranha voltar!”
Lula respondeu:
- “Não consigo sozinha. Vou buscar ajuda!”
Ela correu pra festa e falou com Dona Lika:
- “A família do Remela tá presa na teia!”
Dona Lika não acreditou:
- “Ué, eles estavam viajando!”
Lula tentou com a formiga Guerreira Lola. Nada. Aí chegou o senhor Grilo Beto:
- “É verdade! Eu vi o seu Remela chegar hoje!”
Dona Lika juntou as formigas guerreiras.
- “Vamos salvar eles!”
Elas cortaram a teia e tiraram todo mundo de lá bem na hora que Dona Arabela estava voltando. Na festa, senhor Remela agradeceu:
- “Obrigado, Dona Lika!” Dona Lika sorriu: - “Festa boa é quando ninguém fica pra trás. E Lula, hoje você falou a verdade.”
Dona Lula abaixou a cabeça:
- “Aprendi a lição.”
E a festa continuou, mesmo com a chuvinha. O muro protegeu tudo.
Moral: Falar a verdade salva vidas. E amigo de verdade não abandona ninguém.