O Velho e a Rede
Na varanda, ele deita,
E a rede velha balança,
Pois o tempo respeita
Quem tece na lembrança.
Lembra o rio que enche
Quando a chuva caiu,
E o peixe que se prende
Nos lagos depois do rio .
E ri, porque não perde
O fio da tradição,
Que mesmo em sua rede,
Não falta a consciência o seu chão.