(Lucien Vieira)
Precisamos sobreviver... Pois bem! Essa é uma frase aberta. Logo, é possível atribuir-lhe desfechos variados, conforme nossos conceitos. Comumente — quem sabe influenciados pelas adversidades que nos habituamos a testemunhar nesta contemporaneidade líquida, conceito tão bem empregado por Zygmunt Bauman — tal frase nos conduzirá, provavelmente, a ideias relacionadas a sobreviver no sentido biológico.
Entretanto, peço-vos que enfoquemos aqui a interpretação do “Precisamos Sobreviver” relacionada especificamente a livrarmo-nos das investidas nocivas deste aparelho social, cujas premissas — quase sempre revestidas de pseudoencantos — nos desvirtuam a perceptibilidade.
Seria, por exemplo, comparável a mantermo-nos vivos em retidão diante das nocividades que afetam nossa boa índole — inerente ao ser humano —, cujos eventuais descuidos cotidianos da vida social acabam por corrompê-la.
Neste sentido, com absoluto respeito, convido-vos a navegar em outras bases explicativas que nos dotem de maior poder perceptivo e preventivo diante dessas mazelas — sobretudo as fundamentações cristãs, notadamente aquelas que afirmam: “Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo” (BÍBLIA. João 3:3), ou ainda: “O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito” (BÍBLIA. João 3:6).
Ambos os versículos, portanto, expõem afirmações proferidas por Jesus Cristo, que, implicitamente, apontam para reprovações que envolvem a busca descomedida, impensada e irrestrita pelas facilidades do mundo material, em contraste com a necessidade de preservação da pureza espiritual.
Logo, evidencia-se que o equilíbrio constitui instrumento capaz de nos conduzir com segurança.
Desse modo, concluo a frase inicial afirmando que “nós precisamos sobreviver às investidas dos movimentos distópicos da atualidade e respirar mais profundamente os ares espirituais...” Então, qual seria o seu complemento à frase inicial?