Houve um tempo em que o amor era abrigo,
Um sonho doce, um eterno amigo.
Os olhos brilhavam como o luar,
E o coração, livre, queria voar.
Eu acreditava nas cartas singelas,
Na tinta azul e nas frases tão belas.
Um toque, um olhar, e o mundo parava,
Era assim, quando eu ainda acreditava.
As promessas ao vento não eram vazias,
E as flores nos campos cantavam poesias.
Tudo era simples, sincero, real,
Como um pôr do sol em um mundo ideal.
Mas o tempo, implacável, me fez entender,
Que o amor nem sempre é doce de ter.
As marcas ficaram, mas resta a memória,
Dos dias dourados que vivem na história.
Hoje, ao relembrar, sinto saudade,
Da pureza escondida na felicidade.
E, por um instante, volto a sonhar,
Com o amor que um dia soube acreditar.