Diógenes Fabricius

Um

Olhei para o horizonte.

Todo o coração queria entender.

Um pássaro mergulhou nas cores,

Algum mistério que desconheço.

 

Olhei de novo, de coração.

Sem pretensão.

O pássaro foi para onde não se vê.

E me ocorreu:

O que está lá, está aqui.

O silêncio dos ciclos é música que me toca.

 

Olhar lá,

Olhar aqui.

É o mesmo enredo.

Perguntei então, quem és tu?

O mesmo que tu, Mistério.

Somos um.