Olhei para o horizonte.
Todo o coração queria entender.
Um pássaro mergulhou nas cores,
Algum mistério que desconheço.
Olhei de novo, de coração.
Sem pretensão.
O pássaro foi para onde não se vê.
E me ocorreu:
O que está lá, está aqui.
O silêncio dos ciclos é música que me toca.
Olhar lá,
Olhar aqui.
É o mesmo enredo.
Perguntei então, quem és tu?
O mesmo que tu, Mistério.
Somos um.