Hoje eu senti vontade de escrever sobre você. Sobre como foi amável conhecer e conviver com você por aquele tempo.
Sobre como você me salvou de mim, sobre como me mostrou um lado meu que nem eu conhecia. Sobre como trazia paz e calma para a minha vida.
Nunca te agradeci como deveria. Queria tanto ter te ajudado também, queria ter feito alguma coisa. Como isso é impossível, não é?
Mas eu ainda lembro muito de você. Lembro dos livros que gostava, das músicas que escutava. Lembro do seu andar destrambelhado, de tropeçar a cada dois passos, lembro da sua terrível incapacidade de correr (kkk)
Lembro de como passava os dedos no dorso da minha mão... Lembro da luz do pôr do sol batendo no seu cabelo, no contorno final da orla, lá na Toca do Manduquinha. Será que esse lugar ainda existe?
Lembro das coisas que falava, das coisas que prometia, do futuro que enxergava para mim.
Você me salvou. Obrigada por não me deixar afundar naquele lugar horroroso. Obrigada por segurar minha mão enquanto pôde.
Sou muito grata, para sempre. Eternamente meu Will. Você nunca será esquecido.