No deserto encontrei
uma menina que no sangue se debatia.
Disse à ela: Vive!
E cheia de vida crescia.
Estava despida e suja
Decidí banhá-la e cobri-la,
e como meu amor vai além,
a cerquei de adornos e
pus-me a ungí-la.
Pedí a sua mão
e ela me amando cedeu,
com ela me casava,
cheia de gratidão se encontrava.
Porém ,chegando o tempo das paixões,
Por sua própria beleza se iludiu,
ela bem que lutava, muitas vezes caiu.
De corpo e alma se prostituía
mas, dela, nunca desistia.
Com as vestes que lhe dei
fez tendas para ocultar seus erros
E com as jóias que a adornei
derreteu para fabricar falsos deuses.
Porque sou lento para a cólera (Ex 34,6)
e rápido no amor,
logo propus uma nova aliança
e ela aos poucos a encarnou.
Não sabe o que falar,
envergonhada por Minha iniciativa,
cheia de gratidão diante de tal amor,
seu coração é alegria e dor.
Agora, com rins cingidos
e lâmpadas acêsas, (Lc 12,35)
vigia a lutar, para a aliança
não mais quebrar.