Não devia estar aqui.
O oceano é profundo demais,
E o pensamento, um abismo
Onde me perco em ondas de sal.
Ela não desiste;
Ronda meu descuido,
Fazendo-me ver, no espelho do medo,
A minha própria insignificância.
Assisto às minhas mortes.
Os demônios celebram com escárnio,
Dilacerando a carne cansada,
Mastigando o olhar que já não vê.
Minhas vísceras expostas no chão,
Um rastro de dor pelo quarto.
Preciso sair.
Piso em minhas próprias entranhas,
Enquanto a alma escorre em tom celestial.
O azul...
Tão belo quanto o oceano,
Mas é o azul que me puxa,
O azul que me afoga.
Onde está o Salvador?
Em meio ao caos, eu corro.
Não busco o trono, busco o chão:
Escondo-me no Seu calcanhar.
Pois sei que ali, pronunciando o Nome,
O oceano se cala.
Jesus.