Entre becos e vielas vou indo pelo fio fino más teimoso da existência.
Teimosia, resistência, persistência, foi oque me manteve vivo durante eras e trevas, entrevado, foi muitas madrugadas de batalhas lutadas sobre o silêncio da madrugada.
O amor, de tudo e nada de todos, de guerras a fim que nunca iniciaram, nunca pararam, e nunca vão parar.
Sem novidade nessa guerra que tantas outras gerações travaram, de jesuítas a socorristas, de mártires a verdade das ruas da vida nua, sem filtros ou barreiras para toda a verdadeira existência.
Tentei ser abrigo de flores e amores, más ao invés de mais amores, fui correspondido com horrores, fogo e terror, com o vento se foi o amor, e só restou dor, dores, de amores e memórias a serem enterrados em uma vala qualquer de uma rua qualquer pela vida nua a fora.
Sinto a vida se esvaindo, como um trem por estação em estação, entre os vazios de ruas como Kyoto viajantes como eu vão a fora.
Me sinto vazio, no escuro, sem rumo por esse mundo tão morto quanto uma lua.
Abandono, abandonou, abandonado, foi assim que me senti, caçado por demônios que nunca vim alimentar por esta longa e solitária caminhada por essas terras arrasadas, atrasadas, na própria evolução e existência, consciência, medicriodicidade da ganância humana de ser alguém, de ser uma estrela na existência, más como com estrelas o tempo sempre leva a decadência, e a decadência leva a inexistência...
23/05/26