Poeta sem queixa
Num caminho contrário
Compromisso sem horário
Por favor, me deixa
Escreva aqui à mão
Neste papel encontrado
Um endereço e um contato
Que me traga direção
A internet não funciona
E o telefone sem sinal
Oh, jovem intelectual
Porque tanto se aprisiona?
Uma casa na escuridão
Com brilhos de vagalume
Morador que tem costume
Ainda terá boa visão
Ele ascende o lampião
E encontra a velha estrada
Mas de repente uma rajada
Cessa todo o seu clarão
Não avista um vizinho
Que possa lhe trazer luz
E isso já o conduz
Ao desconhecido caminho.