Sinto, escrevo,
Ouço, penso,
Leio, sorrio.
Há um breve conto,
Que viaja pelo porão,
Cospe versos e capas,
Chove mentiras e verdades.
Leituras às sextas,
Sobre dias cinzentos,
Sobre mentes e tornados
Gerando fantasias e finais.
Há loucura na incompreensão,
Há quem escreve a esmo
Sem eira nem beira
Que arranca do fundo um suspiro.
Ditam simbólicas capas,
Realinhando versos soltos,
Elucidam e mistificam o acaso,
O conjunto sagrado de letras confusas.
Quem diz que é verdade,
A liberdade poética,
Se é mentira ou verdade
Aquilo que se escreve, quem se importa?