Eliabe Lira

Confusão poética

Sinto, escrevo,

Ouço, penso,

Leio, sorrio.

 

Há um breve conto,

Que viaja pelo porão,

Cospe versos e capas, 

Chove mentiras e verdades.

 

Leituras às sextas,

Sobre dias cinzentos, 

Sobre mentes e tornados 

Gerando fantasias e finais.

 

Há loucura na incompreensão,

Há quem escreve a esmo 

Sem eira nem beira

Que arranca do fundo um suspiro.

 

Ditam simbólicas capas, 

Realinhando versos soltos, 

Elucidam e mistificam o acaso,

O conjunto sagrado de letras confusas.

 

Quem diz que é verdade,

A liberdade poética,

Se é mentira ou verdade 

Aquilo que se escreve, quem se importa?